Para escrever poesia,
a Gramática se entorta
na linha Vida.
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
sábado, 14 de novembro de 2009
Saco de lixo
No saco de lixo
eu cato o que como
como um cão com fome.
A fome é de afeto.
É que do prato feito
de quem come
sobra bem pouco
porque o prato é raso.
A barriga ronca.
E eu rasgo o saco
reviro a caçamba
e rosno ao lixeiro
do coração
porque resto ainda é amor
porque o resto
antes de ser dor
não dá congestão.
eu cato o que como
como um cão com fome.
A fome é de afeto.
É que do prato feito
de quem come
sobra bem pouco
porque o prato é raso.
A barriga ronca.
E eu rasgo o saco
reviro a caçamba
e rosno ao lixeiro
do coração
porque resto ainda é amor
porque o resto
antes de ser dor
não dá congestão.
terça-feira, 27 de outubro de 2009
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
O samba é meu dom
"O samba é meu dom
Aprendi muito samba com quem sempre fez samba bom"
Foi caçando nostalgia num álbum de fotografia, que eu encontrei o que eu queria e não sabia: a herança digna de maior valia; o samba de minha família.
Eis um trecho de "Amores", da autoria de Adelino da Silva Cirino e Dona Catita:
Veja você
O que sobrou
Do coração
De quem falou
Que o Amor é bom
Pobre de quem acreditou
Veja você
Repare a dor
O bom Amor
É o mesmo Amor
De quem chorou
Pobre de quem acreditou
Aprendi muito samba com quem sempre fez samba bom"
Foi caçando nostalgia num álbum de fotografia, que eu encontrei o que eu queria e não sabia: a herança digna de maior valia; o samba de minha família.
Eis um trecho de "Amores", da autoria de Adelino da Silva Cirino e Dona Catita:
Veja você
O que sobrou
Do coração
De quem falou
Que o Amor é bom
Pobre de quem acreditou
Veja você
Repare a dor
O bom Amor
É o mesmo Amor
De quem chorou
Pobre de quem acreditou
(...)
É uma pena pensar que sambas como este (que, por acaso, eu lembro de cor aqui na minha cabecinha de filho babão) tenham se perdido com os amigos de meu pai, nos botequins noturnos de firma quebrada, onde ele passava grande parte de seu tempo.
Sei que não haveria de ser diferente...
"Pois, quem é de samba, o seu nome não esquece mais"
A BENÇÃO, ADELINO DA SILVA CIRINO!
A BENÇÃO, MEU PAI!
E SALVE, DONA CATITA!
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Megalofobia
Enquanto se faz verso sobre grandes coisas,
as pequenas sequer são mencionadas:
o pequeno verso do grande poeta ainda insiste em apagar a poesia grande do poeta pequeno.
as pequenas sequer são mencionadas:
o pequeno verso do grande poeta ainda insiste em apagar a poesia grande do poeta pequeno.
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Desconsiderações
Malditos sejam aqueles que
certo dia
me fizeram acreditar na poesia.
Maldito seja o mundo que não queria!
Maldito seja eu que
todos os dias
morro de fome
fazendo o que não devia.
certo dia
me fizeram acreditar na poesia.
Maldito seja o mundo que não queria!
Maldito seja eu que
todos os dias
morro de fome
fazendo o que não devia.
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Carnavalesco
Vendeu seu terno, seu relógio e sua alma.
E, até o santo, ele vendeu com muita fé.
Comprou fiado pra fazer sua mortalha.
Tomou um gole de cachaça e deu no pé.
Mariazinha ainda viu João no mato,
matando um gato pra vestir seu tamborim.
Naquela tarde, já bem tarde, comentava:
lá vai um homem se acabar até o fim!
João bebeu toda a cachaça da cidade.
Bateu com força, em todo o bumbo que ele via.
Gastou seu bolso, mas sambou desesperado.
Comeu confete, serpentina e fantasia.
Levou um tombo bem no meio da Avenida,
desconfiado que outro gole não bebia.
Dormiu no tombo e foi pisado pela escola.
Morreu de samba, de cachaça e de folia!
Tanto ele investiu na brincadeira,
pra tudo, tudo se acabar na terça-feira.
("Cachaça Mecânica" - Erasmo Carlos/ Roberto Carlos)
O Carnaval é o melhor Mal,
enrustido na fantasia de todo Folião!
E, até o santo, ele vendeu com muita fé.
Comprou fiado pra fazer sua mortalha.
Tomou um gole de cachaça e deu no pé.
Mariazinha ainda viu João no mato,
matando um gato pra vestir seu tamborim.
Naquela tarde, já bem tarde, comentava:
lá vai um homem se acabar até o fim!
João bebeu toda a cachaça da cidade.
Bateu com força, em todo o bumbo que ele via.
Gastou seu bolso, mas sambou desesperado.
Comeu confete, serpentina e fantasia.
Levou um tombo bem no meio da Avenida,
desconfiado que outro gole não bebia.
Dormiu no tombo e foi pisado pela escola.
Morreu de samba, de cachaça e de folia!
Tanto ele investiu na brincadeira,
pra tudo, tudo se acabar na terça-feira.
("Cachaça Mecânica" - Erasmo Carlos/ Roberto Carlos)
O Carnaval é o melhor Mal,
enrustido na fantasia de todo Folião!
Assinar:
Postagens (Atom)

